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Papo Cabeça
Terça - 15 de Outubro de 2013 às 16:59
Por: Adélia Ferreira

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Encarar uma doença, não é nada fácil, principalmente uma que nos coloca na iminência do nosso fim. Sim, sabemos que um dia vamos morrer, mas um dia... Um dia no qual não queremos pensar, pois sempre temos mais alguma coisa a fazer antes de ir para o outro lado. Hoje em dia, ter um câncer não quer dizer que estamos à beira da morte. Existem recursos, principalmente, se descoberto no início.

Outubro Rosa está aí para nos conscientizar de que a prevenção é o melhor caminho. Mas se, infelizmente a mulher se depara com um câncer, já em estágio avançado - e precisa passar por uma mastectomia, confronta-se com seus medos, sua auto-imagem mutilada, sua feminilidade partida.

É uma fase delicada e sofrida, sem dúvida. Essa mulher precisará de todo apoio do parceiro, da família e aconselha-se um acompanhamento psicológico.

Mas, nem tudo está perdido! É preciso que a mulher consiga, através do processo de aceitação da enfermidade e consequente luta pela cura (algo que é subjetivo), se enxergar nessa nova fase de sua vida e entender que se trata de um período de restabelecimento e que ela pode se ver bonita, se aceitar e aceitar as coisas como são.

Um bom exemplo, é o caso da modelo Flávia Flores, de 36 anos, de Florianópolis. Ela descobriu que estava com câncer de mama e mesmo assim, não quis descuidar da beleza durante os tratamentos quimioterápicos. Na época, como a modelo não encontrou muitas informações sobre como continuar bonita mesmo fazendo quimioterapia, resolveu agir por conta própria e criou a página Quimioterapia e Beleza no Facebook, em que posta diariamente informações sobre seu tratamento. “Não é uma fase fácil de ser superada, mas também não é impossível. Autoestima e otimismo são essenciais para a melhora no tratamento”, afirma. Ela também publica vídeos, dicas de beleza, truques de maquiagem e textos motivacionais para mulheres em tratamento de câncer. As mulheres precisam de incentivo para se cuidar nessa época ruim, da descoberta de uma doença. Tem que ter bom humor, alegria de viver e vontade de continuar. Não pode ter medo”, comenta.

Flávia, é uma das tantas mulheres que atravessam essa fase difícil de forma otimista. E não quero dizer, com isso, que seja fácil. Por isso, recomenda-se tratamento psicológico. Mas, com a medicina estética, a mulher pode reconstituir a mama perdida e usar de sutiãs com enchimento até poder passar por uma cirurgia de restauração, por exemplo. Tudo isso, sem falar em continuar se cuidando e se amando. Por que não cuidar da aparência?

Nada de se lamentar. Nós , mulheres, somos guerreiras. E apesar de ser uma doença complicada de se aceitar e de ser triste perder a mama, é bom lembrar que foi a maneira de extrair o tumor. Se não fosse dessa forma, perderíamos a vida.

E uma mulher é muito mais que suas mamas... Somos lindas, lutadoras, temos a capacidade de renascer depois das crises, das traições, das decepções...Teremos forças também para lutar pela nossa saúde, cuidar da autoestima e lembrar que temos muitos que nos amam e que precisam que não desistamos, apesar de tudo... 

Um beijo e até o nosso próximo Papo Cabeça!



Autor

Adélia Ferreira
adeliaferreirapsi@gmail.com adeliaferreira.com.br

Adélia Ferreira, é psicóloga formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 2006 e especializada em Psicóloga Clínica e Escolar. Mulher, esposa e mãe de um garotão esperto e uma linda mocinha. Fascinada por comportamento humano e relações interpessoais.


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