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COMPORTAMENTO
Quinta - 13 de Julho de 2017 às 18:21
Por: Tina Szabados

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Vamos falar sobre brilho? Mas, peraí! Hoje o nosso papo não é sobre glitter ou brilho na maquiagem. Hoje vim aqui falar dessa necessidade cruel e imposta garganta abaixo da gente em ser brilhante, incrível e poderosa o tempo todo e todo santo dia... Você sofre com isso? Eu sofro e se esse é o teu caso também, me dá a tua mão e vem comigo nesse post.

O Make, Coisa e Tal é um blog. Por isso, sou livre para falar aqui sobre as coisas que vivencio ou sobre aquelas com as quais eu me identifico – ou não. É claro que gosto muito de postar sobre Beleza. Mas o blog não se resume a isso.

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Para quem me acompanha desde os tempos em que esse espaço se chamava “Mais Bonita” sabe que – ao contrário do que muita gente pensanão sou maquiadora. Minha formação é o Jornalismo (já trabalhei em TV, jornal diário, rádio, assessoria de imprensa, Comunicação Ambiental, Comunicação Empresaria...Enfim, já trabalhei em uma porrada de empresas, em várias áreas da Comunicação, afinal de contas, tenho 40 aninhos, né minha gente? E uma longa estrada profissional).

Pois bem! Há anos atrás, na época da faculdade, eu queria muito trabalhar com Imprensa Feminina, mas a vida acabou me levando à várias outras áreas. Em 2009 acabei criando o blog para atuar – ainda que não profissionalmente – na área da Imprensa Feminina e fui ficando... Mas, por aqui posso postar sobre tudo – por isso o nome do blog é MAKE, COISA E TAL 😊 Esse “coisa e tal” é tudo aquilo a mais. Make é algo que curto muito compartilhar, mas nem tudo na minha vida se resume a isso. Então por que não falar sobre auto estima, comportamento e coisas que me incomodam também além de cabelo, pele e moda?


Ser brilhante ou perfeitinha sempre foi uma ideologia na minha vida. Acho que até mais que isso: sempre foi uma necessidade! Aos quatro anos de idade, quando me perguntavam o que eu seria quando crescesse, eu sempre respondia que seria um anjo. Vocês podem pensar que essa resposta era algo da fantasia de uma criança, mas a coisa era bem mais séria. Lembro de uma conversa com a minha avó, nessa mesma época... Curiosa com essa resposta minha às pessoas, ela me disse que eu já era um anjinho. Fiquei super nervosa e disse à ela que não era isso! Eu PRECISAVA ser um anjo DE VERDADE! Eu precisava ser PERFEITA. Não acham estranho isso numa garotinha de quatro anos?

É claro que, dentro do contexto religioso, nem os anjos são perfeitos. Eu sei! (E cá entre nós, o fato de nem eles serem perfeitos deve nos dizer algo, né?) Mas eu era muito pequenininha e achava que eram, né gente? 😊 O fato a ser considerado era a minha precoce necessidade de perfeição. E isso me acompanhou a vida toda: “tenho que ser perfeita”. Em todas as escolas que estudei, em todos os lugares que trabalhei. Em casa, no meu casamento, na maternidade, nas amizades, com as pessoas na rua... Das coisas mais simples da vida até às mais elaboradas eu sempre me cobrei perfeição, brilhantismo... E isso é cansativo demais porque NINGUÉM É PERFEITO! Rola sim frustação e claro, excesso de trabalho e um bocado de esforçoporque ser perfeita, além de impossível, gera uma demanda dos diabos!

O blog, por exemplo, que era algo informal, consegui transformar em um trabalho. Pior: trabalho não remunerado!!! Eu estava pirando para dar conta, todos os dias de tudo na minha vida e notei que eu mesma estava ficando de lado... Minha saúde não estava legal e isso tinha muito a ver com a minha cobrança interna – que estava enooooooooooooooooorme! Daí o que acontece? Esse sentimento de não dar conta de tudo cresce e, do nada, explode e a gente pira.

Eu já tinha “pirado” antes. De 2008 para 2009 desenvolvi Síndrome do Pânico e tive que passar por tratamento médico, com direito a remedinho controlados, tarja preta. Foi uó! E depois de ter superado essa fase, eu estava me vendo voltar para ela, pouco a pouco por causa dessa droga de cobrança, por causa dessa tal necessidade de perfeição.

Parei pra pensar um pouco, pra racionalizar a situação e acreditem: isso é super difícil para alguém que tem ataques de ansiedade ou Síndrome do Pânico – como eu tenho! Mas Tina, você não superou? Sim amore! Superei! Isso é o mesmo que se manter em equilíbrio, é igual a controlar a situação. Mas você não deixa de ser ansiosa ou de ter pânico. São coisas que ficam adormecidas na gente e aos primeiros acionamentos de gatilhos emocionais e psicológicos, voltam com força total!

Não consigo ser a blogueira mais presente, a mãe mais zelosa, a esposa mais dedicada, a melhor amiga, a jornalista mais fodona, a mulher mais legal e bondosa da face da terra, o anjo, a porra da Mulher Maravilha. Não dá! Impossível... A conta não fecha!

Então consegui o mais incrível: eu relaxei! E estou bem melhor do que antes, minha gente 😊 É claro que não é nada fácil administrar isso aqui, dentro de mim... Confesso que há momentos em que me pego fazendo auto cobranças ou viajando em sonhos impossíveis. Mas paro, respiro e tento fazer menos: puxar menos atribuições pra mim, delegando mais, dizendo mais “não” às pessoas, acumulando menos feitos... Efim, tô pisando no freio. É diminuir pra não parar de vez, sacou a ideia?

E esse tem sido o meu remédio, o meu refúgio. Entoar o mantra interno e suave (que vai contra o que a sociedade prega nos dias atuais) e me dizer: Você NÃO PRECISA ser brilhante todos os dias. Não é pra ser fodona o tempo todo. Inspira, respira, não pira! Na maior parte das vezes funciona...

E vocês, passam por essa coisa louca também ou isso só acontece com essa alienígena que vos escreve??? 😊





Autor

Tina Szabados
contato@makecoisaetal.com.br

Tina Szabados é graduada em Jornalismocom especialização em Comunicação Empresarial pela Universidade Cândido Mendes. É coordenadora de Comunicação na empresa Enfática Comunicação & Marketing, tem 38 anos e é mãe de um garotão de 11 anos de idade e de um bebezão de dois anos! Apesar de já ter trabalhado em várias áreas da comunicação, é fascinada pela imprensa feminina, onde atua como editora no site Make, Coisa e Tal.

Comentários (4) Faça um comentário

  • Tina
    Cris, essa coisa de não saber delegar é típico de nós - perfeccionistas! É um aprendizado, né? Mas a gente chega lá! Obrigada por vir aqui deixar a tua experiência também! Beijocas ???

    Quinta - 13 de Julho de 2017 às 19:44h Responder
  • Cristiane
    Oi Tina, a gente ouve muito as pessoas falarem em ser perfeccionistas, né? Tem gente até que diz ter esse defeito quando é perguntado sobre defeitos nas entrevistas de trabalho (kkkkkkkkkkkkkkkkk) É muito engraçado porque quem é perfeccionista de fato sofre muito com isso. É como você escreveu: cansa demais ser perfeito. Causa estresse e a pessoa surta. Eu sei o que é isso porque também sou assim e tenho que ficar me policiando pra pisar no freio. Porque além de perfeccionista eu não sei delegar (aliás, não sei delegar porque acho que só eu sei fazer a coisa de forma perfeita kkkkkkkkkkk) Tenho certeza que você sabe o que é isso. Adorei o teu post e me identifiquei ainda mais com você. Vamos juntas pisando nos freios da vida pra não pirar. Beijos diva

    Quinta - 13 de Julho de 2017 às 19:39h Responder
  • Tina
    Ownnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn!!! Rosana, sua linda! Assim você me mata, mulher! Obrigada pelo carinho, viu? Como disse no texto, não busco mais a perfeição porque ela é mesmo impossível. Mas sim, faço tudo sempre com muito carinho. Me senti abraçada e amada demais com o teu comentário. Obrigada pelo carinho, de verdade!

    Quinta - 13 de Julho de 2017 às 19:24h Responder
  • Rosana
    Tina, eu adorei esse post. Fantástico! Realmente hoje em dia a cobrança para sermos perfeitas é absurda. Na televisão, nas revistas, nos blogs e até dentro de casa. Eu já sou bem coroa e noto que as pessoas têm muita dificuldade em aceitarem cabelo branco, rugas. Todo mundo só fala em ser perfeita e a cobrança é tanta que as coisas normais da vida são esquecidas e as pessoas até torcem o nariz. Mulher tem que parir e um mês depois já estar magra e com barriga chapada. Como assim? Isso não existe e gera muita tristeza. É bem complicado. Ninguém mais pode ser normal. Temos que ser todas super mulheres. Mas na real isso é impossível. Você não é a única a passar por isso e parabéns por esse post e por mostrar que, apesar de trabalhar com beleza, você tem o pé no chão e assume esse papel de desmistificar essa imposição doentia. E esqueci de dizer que pra mim você é fodona sim. Te sigo faz tempo e vejo teus stories nos dias que você tá na correria, cuidando de dois filhos e um deles sendo especial. Mesmo assim você faz um monte de coisas e arrasa. Você é sim um mulherão. Não porque é perfeita, mas porque faz tudo com carinho, com amor. Sou tua fã.

    Quinta - 13 de Julho de 2017 às 19:20h Responder

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